Violet Evergarden: O prisma Violeta

Às vezes eu acho a adaptação de Violet Evergarden questionável. Tal qual eu falei anteriormente, cada mídia tem suas próprias vantagens. Porém, não consigo compreender algumas mudanças. E não me entendam mal, o roteiro do anime está bom. No momento não tão bom quanto sua contraparte, mas quem sabe no futuro? O problema é que a escrita da light novel é excepcional e por isso se torna impactante. Enquanto o anime tem deixado de lado ou adiado alguns pontos do roteiro em favor de uma construção mais lenta. Eu torço para ser surpreendido. O segundo episódio só teve uma cena tirada do material original. Ainda assim, isso não quer dizer que não existam influências da light novel no trabalho da Kyoto Animation. Esse episódio foi muito bom em manter a caracterização dos personagens e temas através de uma história própria.

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Violet Evergarden: A garota soldado e o seu tudo

Há muito tempo não havia um anime tão antecipado quanto Violet Evergarden. A obra da Kyoto Animation estreiou no dia 11 de janeiro de 2018 e rendeu muita discussão. Desconsiderando uma minoria ignorante a respeito da diferença entre animação e estética visual ou da possibilidade de que um input artístico pode ter alguma contribuição narrativa, é consenso geral de que é uma obra com bastante potencial. Porém, não irei me focar nesses pontos. Violet Evergarden é uma adaptação de uma light novel escrita por Kana Akatsuki. Seu trabalho foi o primeiro e único em oito anos de premiações a receber o Grande Prêmio no Kyoto Animation Awards.

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Os dois lados da moeda: Consciência e subconsciente em Suruga Monkey

Caso não tenha ficado claro através dos outros textos, a série Monogatari é um estudo de personagens. Nisio Isin busca através de sua narrativa explorar uma temática relacionada a um aspecto psicológico de um ou mais personagens. No caso de Suruga Monkey este é a consciência e o subconsciente.

A consciência é a racionalidade. A capacidade de pensar, refletir e analisar. A capacidade de tomar decisões que possam servir a um propósito específico. É a perspectiva pelo qual enxergamos a nossa realidade. O subconsciente é o reverso disso, de certa forma. É uma série de assimilações e concepções que temos como verdade. É o que nossa mente esconde além da superfície. O pilar fundamental de nossos princípios e instintos. Através da simplificação desses conceitos, somos capazes de enxergar o lado oposto. Não o lado reverso, entenda bem, isso é mera conjectura. Não são lados necessariamente diferentes, um pode estar ligado ao outro. É apenas um outro lado da mesma moeda.

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As barreiras da comunicação em Mayoi Snail

Não existem verdades absolutas. É pretensioso acreditar que a sua visão acomoda toda a realidade. No fim das contas, só o que temos são perspectivas e com cada uma delas há novos fatos. Há omissões, divergências e contradições. É tão contraditório, de fato, que a compreensão de que não existem verdades absolutas é em suma, uma verdade absoluta. O que chamamos de verdade é só o consenso das partes, a resolução de um conflito comunicativo.

É claro, se você discorda de mim, você está em seu perfeito direito de exercer a sua perspectiva. O que digo é apenas um fragmento de verdade afinal, uma pequena peça do quebra-cabeças. Há muito mais que eu não vejo do que aquilo que vejo. Nossa conclusão depende de comunicação. E é sobre isso que é o arco Mayoi Snail, o segundo conto do primeiro volume de Bakemonogatari.

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O peso dos sentimentos em Hitagi Crab

Bakemonogatari foi lançado inicialmente como uma Light Novel de duas partes em 2006. Os dois livros são uma coletânea de contos de Nisio Isin que já haviam sido publicados na Mephisto Magazine. Apesar de cada conto abordar uma história diferente, eles ainda são ligados por uma cronologia e temática. Irei como já ressaltado em artigos anteriores, destrinchar e falar sobre o tema de cada um dos arcos das Light Novels lançadas. A série Monogatari é um grande estudo de personagens e uma de suas principais temáticas é a perspectiva. Portanto, quero verificar como seus personagens evoluem e como a perspectiva se destaca com o passar do tempo. O foco de hoje será no primeiro arco: Hitagi Crab.

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Amor, propósito e suicídio em Kizumonogatari

Originalmente lançado em 2008, Kizumonogatari foi o terceiro livro publicado da série Monogatari. Tanto o autor, Nisio Isin, quanto a editora Vertical, no entanto, acharam interessante que ele fosse lançado primeiro no ocidente. A história serve muito bem como uma porta de entrada para série, embora ela seja um pouco diferente quanto a sua forma. Então em dezembro de 2015 o conto da ferida foi lançado na América. Foi a alegria de inúmeros fãs que aguardavam ansiosamente a adaptação do livro em anime. Eu incluso entre eles.

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O fim de uma jornada: Aria the Animation

                

Este texto nada mais é do que uma declaração de amor. É uma válvula de escape para os sentimentos que guardo comigo e não sei com quem compartilhar. Quero expressar o quão marcante Aria foi para mim, como esse anime foi o fim da minha jornada em busca de uma história perfeita. Para isso, peço-lhes a honra de permitir que eu fale um pouco sobre mim mesmo, pois este texto é tanto sobre mim, Pedro Guilherme, o autor, quanto da obra do título em questão.

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